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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Natação e Síndrome de Down - parceria que dá certo

Via Movimento Down

As pessoas com síndrome de Down nascem com algumas características específicas, como a hipotonia (baixa tonicidade muscular). A natação é uma ótima atividade de recreação que desenvolve a coordenação, o trabalho muscular e possibilita amplitude de movimentação das articulações de todo o corpo. Além disso, nadar também fortalece a musculatura cardíaca e o sistema locomotor. A respiração exigida durante a prática do esporte auxilia também no combate às doenças do sistema respiratório, do coração e do sistema circulatório.

Campeonatos oficiais e competições amadoras têm mostrado que as pessoas com síndrome de Down podem obter muito sucesso na natação. A prática deste esporte desde a infância traz benefícios como o fortalecimento muscular e a coordenação motora. Com o apoio da família e de profissionais especializados, é possível obter uma melhor qualidade de vida e se profissionalizar.

A natação é um dos esportes que com mais benefícios para a área do desenvolvimento corporal e pode ser praticada desde os primeiros meses de vida.

A atividade também é indicada por causa do trabalho com a psicomotricidade. Como seres humanos, nos desenvolvemos no meio terrestre, por isso, nosso corpo sofre adaptações quando é exposto ao meio aquático. Estimular este processo de reorganização corporal é especialmente importante para a integração sensorial das pessoas que nasceram com a síndrome.

O cérebro humano recebe informação sensorial 24h por dia. Quando estas informações fluem de forma organizada e integrada, acontecem as percepções, os comportamentos e a aprendizagem. A integração sensorial é a organização desse fluxo de informações, o desenvolvimento da capacidade de sentir, compreender e organizar as sensações do corpo ou do ambiente.

A prática da natação promove qualidade de vida e interação social.

Vinícius em dois momentos. Dois treinos, em piscinas diferentes, com o mesmo foco e obstinação. 




quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Artigo III - SD e as Cardiopatias Congênitas

Cardiopatias congênitas afetam metade dos recém-nascidos com síndrome de Down

Cerca de metade das crianças nascidas com síndrome de Down apresentam algum defeito no coração ao nascer. Essas má-formações estruturais ocorrem nos três primeiros meses de gravidez, e nem sempre são detectados pelo ultrassom. Somente o ecocardiograma fetal bimensional com Doppler acoresor (ECO) pode determinar com mais exatidão a existência de um problema cardíaco.
Na décima segunda semana de gestação, pode-se medir a translucência nucal através de um exame de ultrassom. Medidas maiores que 3 mm são características de alguns problemas congênitos e, nesses casos, normalmente é recomendado um cariótipo (exame genético) e a realização de ECO fetal.
50% dos bebês com síndrome de Down nascem com problemas no coração.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Um Coração que só sabe AMAR...

Vinícius nasceu no dia 26 de outubro de 1981. 

Nas primeiras consultas com o pediatra, este nos alertou de uma possível cardiopatia congênita o que, em seguida, foi confirmado por exames. A partir daí consultamos especialistas, levamos o Vinícius para o Hospital do Coração em São Paulo, onde foi realizado cateterismo em maio e, em julho de 1983, em plena enchente acontecendo em Blumenau, internamos Vinícius no mesmo hospital, conforme consta do relatório médico:

“o menor Vinícius Gabriel da Silva, 1 ano de idade, internado sob nossos cuidados profissionais no dia 17 de julho de 1983, com diagnóstico de defeito do canal atrioventricular, forma total, persistência do canal arterial e hipertensão arterial pulmonar, para tratamento cirúrgico.”

E continua o relatório:

“O eletrocardiograma pré-operatório mostrava ritmo sinusal; sobrecarga bi-ventricular e hemibloqueio anterior esquerdo. O estudo radiológico demonstrou: esqueleto e partes moles sem alterações; acentuação da trama vascular pulmonar, com características de hiperfluxo e sinais de hipertensão; parênquima pulmonar sem sinais de velamentos ou consolidações; cúpulas frênicas e seios costo frênicos livres; coração em posição central, com ponta voltada para esquerda, formato arredondado, globoso e moderado aumento; dilatação do tronco da artéria pulmonar.
O estudo hemodinâmico realizado neste hospital, no dia 18 de maio de 1983, evidenciou: ostium átrio ventricularis comunis forma total, com insuficiência discreta a moderada da valva (sic)atrioventicular única tipo C; hipertensão arterial pulmonar severa; persistência do canal arterial e ventrículo esquerdo com moderada hipocontratilidade.
No dia 25 de julho de 1983,  passou por uma cirurgia sendo realizada correção total. O ato cirúrgico transcorreu sem complicações. No pós-operatório imediato, apresentou drenagem sanguínea aumentada e oligúria. No pós-operatório tardio evoluiu sem intercorrências significativas.
Recebe alta hospitalar no dia 03 de agosto de 1983, em boas condições clínicas, fazendo uso de digitálico.”


A volta para casa foi com gosto de vitória! As primeiras semanas foram as mais delicadas. Vinícius não se aventurava a subir ou descer da cama. À medida que o tempo passava e se restabelecia, estes movimentos também voltaram a acontecer.